Crônica

O mar


Ipanema
Você costuma observar o mar? Analisar o movimento das ondas? As cores que o céu reflete nesse grande espelho d’água? Pois é, eu sim. Nossas vidas são muito semelhantes a ele. Já repararam como as águas ficam revoltas e turvas durante as tempestades? E como em momentos difíceis nossas vidas parecem ‘virar de cabeça para baixo’? Tudo dá errado! As coisas parecem piorar! Ficamos infelizes, deprimidos e até doentes...


São Conrado

Da mesma forma que o mar em seus momentos de fúria derruba os castelos na beira da praia, nós derrubamos pessoas. Seja com a força física ou simplesmente com palavras. O mar durante as tempestades causa inundações nas cidades costeiras, "engole" ilhas, afunda navios e afoga pessoas. Depois, ele traz o lixo que um dia foi jogado nele para a areia. Há muita semelhança entre esses fatos acima e as nossas ‘tempestades emocionais’.

Leblon

Ao vivenciarmos elas, geralmente, magoamos pessoas queridas, cometemos injustiças ou ofendemos o primeiro que cruzar nosso caminho. Mas, um dia nos acabamos parando para refletir sobre os atos cometidos. Arrependemos-nos, ficamos envergonhados, pedimos desculpas, desapegamos do lixo espiritual que carregamos (raiva, impaciência, ignorância, ganância, soberba, orgulho) e partimos para outra.

Alguns de nós conseguimos aprender com esses erros, outros não.

Leblon

Muitas tempestades ainda virão para o mar e para nós. Ele não pode sair de seu destino cíclico. Mas, nós podemos construir nossos caminhos atentos aos ensinamentos das tempestades anteriores. Basta querer e observar.

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